Durante a minha vida, já vi algumas pessoas que olham para as outras com desdém, com aquele olhar de “ah, eu estou melhor que você”.
Um exemplo:
Aquela pessoa que entra na empresa para melhorar os resultados, otimizar processos, e se julga maior que todos.
Pois bem, essa pessoa quer que todos sejam filmados sorrindo, com aquele orgulho de vestir a camisa da empresa — mas esquece que a pessoa do outro setor tem que aguentar gente chata falando na orelha o dia inteiro.
Aquele tipo que quer que tudo pareça um sonho, mas olha do palco, porque consegue pagar as prestações do carro e se vangloria por ter limite maior no cartão.
Pois bem, esse tipo de gente está em todo lugar — na vida, na arte, na educação.
Essas pessoas que se colocam como detentoras do seu destino, aquelas que te olham com soberba.
Eu as vejo o tempo todo.
E elas me veem também.
Eu geralmente não faço nada, mas as irrito só por existir, só por andar.
E da mesma maneira que o olhar delas diz “performance a todo custo”, o meu diz:
“Foda-se a performance, foda-se o teatro. Estou aqui para fazer o que tenho que fazer e sair fora.”
É prazeroso poder ter esse embate silencioso com essas pessoas.
Porque, no fim, o medo maior é delas.
Já que, como alguém tão “baixo” ousa me enfrentar?
É aquela coisa:
Pode até me olhar de cima, mas, se vendemos nosso tempo para produzir algo para alguém em troca de dinheiro, sinto muito em dizer, mas somos todos proletários.
Enfim, continuarei saindo a cada hora, hora e meia, para fumar o meu cigarro.
E tomara que o seu nojo por mim aumente.
Enquanto isso, eu não me importo.
Música: Give You Nothing – Bad Religion
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