Cara, estou com uma dor de cabeça esquisita. Não é aquela dor que realmente incomoda por doer, mas incomoda pela sensação que ela dá — uma sensação de corpo doente, meio enjoado, meio inquieto.
Bom, é uma dor de cabeça meio existencial, meio como se fosse um incômodo, um lembrete de que estou preso na rotina, no caos. Não é algo tão físico, mas sim algo abstrato. Mas, lógico, tem a dor física também — dependendo da posição que fico, ela vem.
Engraçado que eu estou enjoado do cigarro, estou fumando menos, e tudo isso me faz pensar: será que eu estou pegando gripe ou com outra coisa?
Tem a questão que é sexta-feira, fora que é o fim de semana que meu filho não vem. Então já vi que vai ser vazio, silencioso, chato pra caralho. E essa dor de cabeça esquisita me faz pensar… pensar no que eu vou fazer à noite, quando chegar em casa.
Recusei convites pra sair, essa semana foi intensa. Algumas coisas me deixaram meio mal. Recusei alguns rolês porque eu realmente não estou com saco pra ouvir o problema das outras pessoas enquanto bebo.
Porra, será que não dá pra ser mais ameno? Não dá pra sair pra falar merda, coisas tranquilas, sem um propósito por trás de tudo?
Eu sou um cara tranquilo, apesar de sentir as coisas de modo intenso, de pensar sobre elas… mas sei que às vezes o melhor é só seguir o nada, o absurdo, dar risada, beber e ficar bêbado, transar por transar. Não precisa que tudo tenha um significado absurdo, uma conexão profunda… às vezes preciso ser raso.
A vida já cobra pra caralho o tempo todo. E essa dor de cabeça me cobrando também está me enchendo o saco, porque eu tenho vontade de fumar, mas estou enjoado, não querendo sentir o cheiro da fumaça, não querendo comer muito… só queria realmente me divertir um pouco.
Talvez, chegando em casa, eu peça alguma porcaria pra comer pelo iFood e jogue um pouco de videogame.
O importante é sobreviver mais um dia sem pirar, sem cair, sem mandar todo mundo pro inferno.
Música: Festa Punk — Replicantes
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