Não sou um cara muito acessível na questão amorosa.
Sei lá, eu simplesmente não quero nada. Não estou fechado, mas não quero ficar correndo atrás de nada.
Eu não quero ser poema ou capítulo na série de ninguém. Não sou ator — simplesmente estou existindo em um momento meu.
Às vezes penso: será que estou sendo escroto?
Mas aí me pego pensando: eu estaria sendo escroto se desse brecha pra isso aumentar de tamanho, se desse corda — coisa que já fiz e da qual me arrependo, porque magoei gente que não merecia ser magoada.
Não adianta esperar perdão ou pensar que dá pra simplesmente deixar tudo pra lá e viver como se nada tivesse acontecido. E eu entendo isso de boa, sabe?
Eu não afasto as pessoas que se aproximam. Eu simplesmente não tenho saco pra ficar fazendo aquele jogo de alimentar os desejos de cada um o tempo todo.
Ah, caralho, eu quero ficar sozinho.
Meus textos podem parecer um grito para que me notem, mas, na verdade, são só existência crua jogada em frases — diretas da minha cabeça, sem edição, sem filtro.
Responder um “não” pode doer pra caralho pra quem recebe, e tá tudo bem.
Mas não me culpe pelas expectativas frustradas — elas não são minhas.
Eu não gosto da solidão o tempo todo.
Só acho que, sim, poder ficar sozinho é uma beleza às vezes.
Só é pesado saber que o “sozinho” por vezes representa uma caminhada solitária pelo espaço, sem resposta de nada, sem um eco — só pensamentos, textos digitados pela minha mente.
No final, você só é realmente requisitado se tem algo a oferecer.
E eu, em alguns casos, sem querer, pareço que tenho muito a oferecer.
Mas, na realidade, não tenho muita coisa além de mim mesmo.
O eu real que cospe textos aleatórios e constrói playlists com eles.
Música: Sick Boy – GBH
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