Pegadas de meus passos
Trilham para o meu túmulo,
Onde, em momentos escassos,
Se mostraram o cúmulo.
Só cheguei onde cheguei por causa do olhar:
Perceber que, pela janela, não há como enxergar
A penumbra que me veste,
A tristeza que entristece,
A idade que me renova
E que me sentencia à minha cova.
Não que eu espere algo depois que eu me for.
Não há felicidade plena, nem um fosso de dor.
Apenas há palavras de que eu um dia fui
Em uma mente que sente e conclui:
Que o abraço que pedi,
O acolhimento que nunca senti,
Eram desejos de uma vida
Em que nunca consegui.
Onde, no meu epitáfio, eu li:
"Por favor, me ignorem,
Pois eu não estou aqui."
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