Eu não sou um ator, que decora a fala,
Em meio a tantos inteligentes e pessoas incríveis, a minha boca se cala.
Diante de tantos poemas tão lindos, a minha rima para,
Que, vendo a profundidade de todos, a minha vida fica rasa.
Amplifico meus defeitos a cada ausência.
Entre estrelas conscientes, eu tenho consciência
De todos os meus erros — e não quero ser salvo.
Mas a falta do personagem me torna um alvo
Que não é visto em meio a milhões,
Que no ódio concedido à recusa dos perdões,
Em que minha palavra, que não é lida, ressoa.
A única verdade que eu gostaria de dizer?
Vai se foder, Fernando Pessoa.
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