Quanto custa ser você?
Quanto custa a sua sanidade?
Bom, é fato que problemas financeiros fodem a tua cabeça, já que tudo que fazemos, vestimos, comemos, tem um custo.
Mas mais nociva que a falta de dinheiro talvez seja a busca dele a qualquer custo, a vontade de ser rico e o lamento de se achar um completo inútil por ter pouco.
Vamos lá: se você acha que a única maneira de conseguir respeito, a única maneira de ter poder de decisão é tendo dinheiro, bom, eu tenho uma péssima notícia pra te dar — você não é o que você tem, você é o que é. E, se for um bosta sem dinheiro, será um bosta sem dinheiro.
Não, esse não é um discurso contra o dinheiro. Longe disso. Ter dinheiro é legal, conseguir mais é legal, mas não compra caráter, não compra felicidade, não compra amigos.
Veja quantas pessoas você atropelou, machucou, fez pouco caso, ou mesmo ignorou a existência pela sua busca por dinheiro — ou pela sua incapacidade de ser humilde o suficiente para pensar que alguém pode não estar em sua melhor fase, mas ainda assim, é alguém.
É muito fácil ficar sorrindo quando se tem dinheiro no bolso e porra nenhuma pra se preocupar, mas é um caralho ter inteligência emocional pra separar um bolso vazio de um caráter vazio.
O discurso do empoderamento à base de dinheiro é um discurso vazio, idiota, mesquinho pra caralho — e perpetua o sentimento de inutilidade daqueles que te cercam e queriam ser um pouco mais do que um caixa eletrônico pra você.
A maior riqueza que você tem é você mesmo: sua vontade, sua força, sua liberdade — e a junção de tudo isso, a sua possibilidade de fazer mais e ser maior.
Quanto a quem te desmerece por grana, manda se foder!
Música: Money for Nothing – Dire Straits
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