Palavras são só palavras.
Colocadas em ordem para fazer algum sentido — algum sentido — até porque passamos a vida toda procurando um sentido para a existência. E, nessa busca, passamos o tempo todo nos questionando, nos envolvendo em merda, numa expectativa irreal de sermos fodas pra caralho.
Não, a vida não tem nenhum sentido, a não ser preencher a lacuna entre nascer e morrer — essa lacuna que chamamos de vida, essa lacuna que nos faz querer ferrar com tudo.
É fácil não querer levantar da merda da cama porque se sente mal, ter medo de tudo e achar que tudo vai fazer mal. E vai fazer mal, vai ser uma merda — mas ainda será alguma coisa melhor do que esperar, deitado na cama, que algo aconteça.
Brincar de adulto é saber que, às vezes, o barco afundou, a merda bateu no teto, que você se fodeu, já era, não tem como resolver — a não ser assumir a bosta da sua vida, pegar ela nas suas mãos e seguir fazendo o melhor.
É pessimista pra caralho pensar que tá tudo fodido, que não há nada além. Mas é o que é. É o que precisa. Quantas noites de insônia, quantos dias preocupados, quantos momentos em que você achou que não ia aguentar — e está aí, vivendo mais um dia para se foder novamente amanhã.
Esse texto representa apenas um aglomerado de palavras sem sentido, sozinhas, procurando um sentido, colocadas em uma ordem pré-determinada pela minha cabeça.
Música: Down in a Hole – Alice in Chains
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